Melasma tem tratamento?
Caminhos realistas para controlar as manchas e prevenir recidivas.
Melasma é uma condição muito comum, mais frequente em mulheres e peles morenas a negras: manchas acastanhadas, de bordas bem definidas, que costumam aparecer na bochecha, testa, nariz e buço — e, às vezes, também no colo e nos braços.
Por que acontece
O principal gatilho é a exposição à luz — não só a radiação ultravioleta, mas também a luz visível do dia a dia. Some a isso fatores hormonais (gravidez, anticoncepcionais) e predisposição genética, e entende-se por que o melasma é tão recidivante: controlar um fator sem controlar os outros raramente é suficiente.
Como é tratado
O plano costuma combinar cremes clareadores — à base de ácidos e outros ativos que reduzem a produção de pigmento — com procedimentos em consultório, como peelings químicos e, em casos selecionados, laser ou luz intensa pulsada. Resultados costumam aparecer a partir de dois meses de tratamento consistente, e a combinação certa depende de cada pele.
Fotoproteção não é coadjuvante, é tratamento
Sem proteção solar rigorosa e diária, mesmo o melhor protocolo clareador perde efeito. Como o melasma também responde à luz visível, filtros solares com proteção física (que bloqueiam luz visível, além de UV) fazem diferença — e a reaplicação vale mesmo em dias nublados ou dentro de casa perto de janelas.
O que esperar a longo prazo
Melasma é uma condição crônica: o objetivo realista não é 'curar' de uma vez, e sim controlar as manchas e espaçar as recidivas com manutenção contínua. Consultas de acompanhamento ajudam a ajustar o protocolo conforme a pele responde.

