Queda de cabelo: quando investigar?
Causas comuns, exames pertinentes e o que esperar do tratamento.
Perder entre 100 e 120 fios por dia é normal — faz parte do ciclo natural do cabelo. O sinal de alerta não é a queda em si, mas a mudança: muito mais fio no travesseiro, no chuveiro ou na escova do que o habitual, ou um volume visivelmente menor.
Eflúvio telógeno — a causa mais comum
É um aumento temporário da queda, geralmente 200 a 300 fios por dia, que aparece cerca de três meses depois de um gatilho: pós-parto, febre alta, infecções, dietas muito restritivas, cirurgias (inclusive bariátrica) ou períodos de muito estresse. Em cerca de 70% dos casos dá para identificar a causa; costuma se resolver sozinho em dois a quatro meses, especialmente quando o gatilho é corrigido.
Alopecia androgenética — a causa mais progressiva
Diferente do eflúvio, é genética e progressiva: os fios vão afinando a cada ciclo até rarear de forma visível. Em homens, costuma começar pelas entradas e coroa; em mulheres, pela região central do couro cabeludo. Não é sobre quantidade de queda, e sim sobre o fio ficar mais fino com o tempo.
Sinais de que vale investigar
O que esperar da consulta
A avaliação costuma incluir tricoscopia (exame do couro cabeludo com aumento) e, quando indicado, exames de sangue para investigar causas associadas, como alterações da tireoide ou de ferro. A partir daí, o plano é definido para a causa identificada — quanto antes começa, mais fácil é conter a evolução.

