ANA FLÁVIA SALAIDERMATOLOGIA
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Cabelos

Queda de cabelo: quando investigar?

15 abr 2026 · 6 min de leitura

Causas comuns, exames pertinentes e o que esperar do tratamento.

Queda de cabelo: quando investigar?

Perder entre 100 e 120 fios por dia é normal — faz parte do ciclo natural do cabelo. O sinal de alerta não é a queda em si, mas a mudança: muito mais fio no travesseiro, no chuveiro ou na escova do que o habitual, ou um volume visivelmente menor.

Eflúvio telógeno — a causa mais comum

É um aumento temporário da queda, geralmente 200 a 300 fios por dia, que aparece cerca de três meses depois de um gatilho: pós-parto, febre alta, infecções, dietas muito restritivas, cirurgias (inclusive bariátrica) ou períodos de muito estresse. Em cerca de 70% dos casos dá para identificar a causa; costuma se resolver sozinho em dois a quatro meses, especialmente quando o gatilho é corrigido.

Alopecia androgenética — a causa mais progressiva

Diferente do eflúvio, é genética e progressiva: os fios vão afinando a cada ciclo até rarear de forma visível. Em homens, costuma começar pelas entradas e coroa; em mulheres, pela região central do couro cabeludo. Não é sobre quantidade de queda, e sim sobre o fio ficar mais fino com o tempo.

Sinais de que vale investigar

Queda que dura mais de três meses sem sinal de melhora
Rarefação perceptível ou falhas localizadas no couro cabeludo
Queda associada a coceira, descamação ou vermelhidão no couro cabeludo
Histórico familiar de calvície associado a afinamento progressivo dos fios

O que esperar da consulta

A avaliação costuma incluir tricoscopia (exame do couro cabeludo com aumento) e, quando indicado, exames de sangue para investigar causas associadas, como alterações da tireoide ou de ferro. A partir daí, o plano é definido para a causa identificada — quanto antes começa, mais fácil é conter a evolução.

Próximo passo

Cuide da saúde da sua pele com orientação médica especializada.